Lanternas pode ampliar seu universo com os complexos Lanternas Vermelhos

A mitologia da DC oferece uma história de violência, injustiça e ambiguidade moral para expandir a série.

Gustavo Cardoso

Por Gustavo Cardoso

15 de setembro de 2026 às 06h06

Lanternas pode ampliar seu universo com os complexos Lanternas Vermelhos
Lanternas e a possível expansão para os Lanternas Vermelhos na mitologia da DC (foto: Reprodução/Den of Geek TV)

Lanternas já encontrou uma forma de apresentar o lado tradicional dos protetores cósmicos da DC, mas a mitologia da editora permite que a série avance para territórios bem mais ambíguos. Entre as possibilidades está o Corpo dos Lanternas Vermelhos, grupo alimentado pela raiva e associado a conflitos que não cabem em uma divisão simples entre heróis e vilões.

A ligação com a trama exibida pela produção passa pelos Manhunters, robôs de enorme poder criados pelos Guardiões do Universo para manter a paz na galáxia. Nos quadrinhos, essas máquinas foram responsáveis pelo massacre dos habitantes do Setor Espacial 666 após uma falha que as levou a concluir que toda a vida da região deveria ser exterminada.

Uma origem marcada pela violência

Atros foi um dos sobreviventes da carnificina. Consumido pela fúria, ele matou outros sobreviventes e passou a se chamar Atrocitus, tornando-se o primeiro Lanterna Vermelho. A origem do grupo está, portanto, ligada a uma tragédia causada por aqueles que deveriam proteger o universo.

Segundo informações do Den of Geek, essa contradição dá ao Corpo uma função dramática mais rica do que a de simples ameaça alienígena. Seus integrantes cometem atos extremos, mas muitos também são vítimas de abusos e injustiças. Bleez, por exemplo, era uma princesa antes de ser sequestrada, torturada e violentada por membros do Corpo dos Lanternas Amarelos.

Personagens que ampliam o conflito

Outras histórias reforçam essa dimensão. Dex-Starr era um gato doméstico cuja tutora foi assassinada durante uma invasão, enquanto Ratchet foi mutilado por desafiar a norma de sua espécie contra vínculos sociais. As trajetórias ajudam a explicar por que a raiva funciona como força narrativa, e não apenas como característica visual.

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A conexão com personagens já conhecidos também é ampla: Supergirl, Guy Gardner e o próprio Hal Jordan já foram influenciados por anéis vermelhos nas histórias em quadrinhos. Como os Manhunters já foram mencionados em Lanternas, existe uma ponte concreta para explorar as consequências desse passado e apresentar um conflito em que os supostos vilões também carregam marcas de injustiça.

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