Obsessão transforma o charme de Taron Egerton em uma armadilha de desejo
Filme mistura sátira dos relacionamentos, humor ácido e horror corporal ao acompanhar um conquistador londrino fora de controle.
Em Obsessão, o charme masculino deixa de ser uma ferramenta de conquista e vira uma punição. A comédia de Jonathan Schey acompanha Adam, interpretado por Taron Egerton, um londrino que cultiva cuidadosamente a aparência de homem sensível, sofisticado e atento às mulheres. O problema é que esse repertório funciona bem demais.
Adam trabalha em uma galeria dedicada a artistas mulheres, exibe referências culturais no quarto e desfila por Londres com um cachorro e uma bolsa que reforçam sua imagem progressista. Na prática, porém, ele coleciona encontros casuais e abandona as parceiras logo depois. A única relação recorrente é com Emma, sua melhor amiga, vivida por Charly Clive.
O conquistador perde o controle da própria fantasia
A rotina muda quando Adam conhece Sofia, uma acadêmica interpretada por Jessica Henwick. Diferentemente das mulheres que ele costuma seduzir, ela identifica rapidamente suas estratégias e questiona a suposta gentileza por trás delas. Depois de uma noite juntos, Sofia o deixa sem resposta, e o comportamento de Adam começa a sair do eixo.
Conforme noticiado pela Variety, De repente, qualquer contato visual parece bastar para despertar o interesse feminino. O número de relações cresce de maneira descontrolada, mas a experiência não traz satisfação. Enquanto tenta entender o que está acontecendo, Adam percebe o surgimento de uma lesão na região íntima, sinal de que a fantasia de ser desejado ganhou uma dimensão física e ameaçadora.
Humor e horror expõem as contradições de Adam
Schey conduz a mudança gradualmente, mantendo a dúvida sobre uma possível ilusão antes de mergulhar no sobrenatural e no grotesco. A narrativa atravessa comédia romântica, sátira da disputa entre os gêneros e horror corporal, sem abandonar o tom deliberadamente absurdo.
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Egerton sustenta essa guinada com uma atuação que passa da autoconfiança à aflição. Adam não é apresentado como um vilão absoluto, mas como alguém incapaz de reconhecer a toxicidade de seus privilégios. O filme permite certa compaixão pelo personagem ao mesmo tempo que transforma sua queda em espetáculo cômico e perturbador.
Com 102 minutos, Obsessão é o primeiro longa de Schey e aposta em uma virada de gênero capaz de dividir o público. A produção teve exibição no Festival de Cinema de Toronto em uma sessão de apresentações especiais.
Veja também as principais notícias sobre Obsessao.
Obsessão transforma o charme de Taron Egerton em uma armadilha de desejo
Filme mistura sátira dos relacionamentos, humor ácido e horror corporal ao acompanhar um conquistador londrino fora de controle.
Em Obsessão, o charme masculino deixa de ser uma ferramenta de conquista e vira uma punição. A comédia de Jonathan Schey acompanha Adam, interpretado por Taron Egerton, um londrino que cultiva cuidadosamente a aparência de homem sensível, sofisticado e atento às mulheres. O problema é que esse repertório funciona bem demais.
Adam trabalha em uma galeria dedicada a artistas mulheres, exibe referências culturais no quarto e desfila por Londres com um cachorro e uma bolsa que reforçam sua imagem progressista. Na prática, porém, ele coleciona encontros casuais e abandona as parceiras logo depois. A única relação recorrente é com Emma, sua melhor amiga, vivida por Charly Clive.
O conquistador perde o controle da própria fantasia
A rotina muda quando Adam conhece Sofia, uma acadêmica interpretada por Jessica Henwick. Diferentemente das mulheres que ele costuma seduzir, ela identifica rapidamente suas estratégias e questiona a suposta gentileza por trás delas. Depois de uma noite juntos, Sofia o deixa sem resposta, e o comportamento de Adam começa a sair do eixo.
Conforme noticiado pela Variety, De repente, qualquer contato visual parece bastar para despertar o interesse feminino. O número de relações cresce de maneira descontrolada, mas a experiência não traz satisfação. Enquanto tenta entender o que está acontecendo, Adam percebe o surgimento de uma lesão na região íntima, sinal de que a fantasia de ser desejado ganhou uma dimensão física e ameaçadora.
Humor e horror expõem as contradições de Adam
Schey conduz a mudança gradualmente, mantendo a dúvida sobre uma possível ilusão antes de mergulhar no sobrenatural e no grotesco. A narrativa atravessa comédia romântica, sátira da disputa entre os gêneros e horror corporal, sem abandonar o tom deliberadamente absurdo.
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Egerton sustenta essa guinada com uma atuação que passa da autoconfiança à aflição. Adam não é apresentado como um vilão absoluto, mas como alguém incapaz de reconhecer a toxicidade de seus privilégios. O filme permite certa compaixão pelo personagem ao mesmo tempo que transforma sua queda em espetáculo cômico e perturbador.
Com 102 minutos, Obsessão é o primeiro longa de Schey e aposta em uma virada de gênero capaz de dividir o público. A produção teve exibição no Festival de Cinema de Toronto em uma sessão de apresentações especiais.
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