Resident Evil transforma seu herói em um chefe dos jogos no final

O filme de Zach Cregger encerra a jornada de Bryan com uma transformação ligada à tradição dos chefes dos games.

Gustavo Cardoso

Por Gustavo Cardoso

18 de setembro de 2026 às 16h02

Resident Evil transforma seu herói em um chefe dos jogos no final
Bryan encara seu destino monstruoso no final de Resident Evil (foto: Reprodução/Slashfilm)

Resident Evil conduz Bryan, vivido por Austin Abrams, a um destino que conecta o filme à essência mais cruel dos jogos. Em vez de terminar como um sobrevivente da queda de Raccoon City, o entregador médico se transforma no tipo de ameaça que normalmente seria enfrentada em uma batalha decisiva.

A trama acompanha o personagem durante uma entrega aparentemente comum. O pacote, que ele acredita conter um órgão para transplante, é na verdade uma peça importante para a síntese de uma cura, enquanto a cidade começa a ser tomada pelos zumbis da Umbrella Corporation.

A infecção muda o papel de Bryan na história

O ponto de virada ocorre quando Bryan é mordido no braço por uma garota zumbi. Mesmo infectado, ele consegue levar o material ao destino. A doença, porém, avança antes que a solução possa ser usada, e o personagem acaba massacrando os cientistas.

Sem conseguir alcançar a cura, Bryan termina diante de helicópteros da Guarda Nacional, já profundamente transformado. O encerramento reinterpreta toda a jornada como a origem de um possível chefe: alguém que o público acompanhou como pessoa antes de vê-lo convertido em monstro.

O desfecho ecoa a tragédia dos jogos

Conforme noticiado pelo Slashfilm, essa escolha se aproxima da lógica de inimigos como Lisa Trevor, uma cobaia da Umbrella cuja aparência monstruosa esconde uma história de sofrimento, e William Birkin, criador do vírus que acaba destruído pela própria criação. Nos jogos, muitos adversários continuam sendo vítimas mesmo quando se tornam ameaças.

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O filme preserva ainda o humor negro e o horror grotesco associados à franquia, mas desloca o foco para a humanidade perdida de um personagem comum. Bryan não é apenas mais uma vítima anônima do surto: seu destino dá forma pessoal ao tipo de tragédia que os confrontos dos games costumam resumir a uma luta.

Dirigido por Zach Cregger, Resident Evil apresenta, assim, uma narrativa original dentro do universo da série. O filme está em cartaz nos cinemas, com seu final transformando a queda de Bryan no principal elo visual e dramático com a tradição dos jogos.

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